Novamente olhando o céu retangular pela janela suja de meu quarto escuro, agora penso, mudo, na besteira do mundo. E de tudo...
_A solidão é minha companheira - pauso.
_Minha única certeza - continuo.
_A mais sutil das gentilezas: amarga, mas seca. - concluo.
Estou novamente só, deitado num chão empoeirado, um pouco gelado e muito gasto de minhas lamúrias... choro mais uma valsa, derramo mais um passo, pego aquela caneta de deixo jorrar um sangue quente que há pouco corria na minha veia esquerda... ele corre em direção ao lençol, já me sinto mais leve, já me sinto mais limpo, já me sinto vazio.
Flutuo... e, finalmente, sinto.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
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